fundada em 2008

ANFIC

 Associação Nacional de Filósofos Clínicos

Home

 

Quem Somos

Nossa história

Documentos

Filósofos Clínicos

Especialistas em Filosofia Clínica

Formação em Filosofia Clínica

Orientações para filósofos clínicos

Filiação

Revista da ANFIC

Contato

Links


 

ANFIC

Associação Nacional de Filósofos Clínicos

 

fundada em maio de 2008

 

Direção Nacional

 

Lúcio Packter

Presidente de Honra

 

 Monica Aiub

Presidente

 

Wockton Santos Pereira

Vice Presidente

 

Olga Hack

1ª Secretária

 

Márcio José Andrade da Silva

2º Secretário

 

Suely Molina

1ª Tesoureira

 

Izabel Cristina Pereira

2ª Tesoureira

FILÓSOFOS CLÍNICOS
 

“O filósofo clínico é inicialmente o estudante de filosofia disposto a compartilhar um caminho incerto com outras pessoas, a atuar filosoficamente  em cada endereço desse caminho tal, pois é em cada endereço que sua identidade se modela. Partilhando um período da existência de outro ser, sob a responsabilidade que o nomeou filósofo, sua identidade reside em sua posição dentro da situação vivenciada.”

(...)

Basicamente podemos caracterizar o filósofo clínico em sua atividade e através dela:

a) Um amigo a usar seus conhecimentos filosóficos à serviço da psicoterapia.

b) Um partilhante emprestando as teorias filosóficas a pessoas em suas especificidades.

c) Um pesquisador das filosofias terapêuticas.”

(Lúcio Packter)

 O filósofo clínico é, como afirma Lúcio Packter, um amigo, aquele que usa seus conhecimentos filosóficos para auxiliar o outro a lidar com suas questões, emprestando, nesta partilha, teorias filosóficas às pessoas, de acordo com suas especificidades. Ele é um eterno pesquisador do ser humano, de suas condições e possibilidades, e faz uso dos métodos filosóficos para abordar as questões da existência.

Quando estudamos filosofia, aprendemos a ler uma questão filosoficamente, e isto significa contextualizá-la, compreender a estrutura lógica que a constitui, abordá-la com rigor metodológico, buscando a gênese, a raiz da questão. Um texto, lido filosoficamente, supõe não apenas a compreensão da questão proposta, mas desta dentro de um contexto maior: a questão dentro do pensamento do autor, este diante da sociedade em que vive, esta diante de um processo histórico que a contém... "é difícil achar o começo".

O filósofo clínico faz uso dos procedimentos filosóficos para tratar as questões cotidianas da existência humana. Com isso, contextualiza o assunto trazido pelo partilhante (pessoa que procura a clínica), e este contexto dentro da historicidade dele, e sua historicidade em seus Exames Categoriais (Assunto, Circunstância, Tempo, Lugar, Relação). Com isso, surge a possibilidade de um distanciamento, de um ver numa perspectiva mais ampla, situando o problema e seu entorno, visando formas de abordagem às questões.

Além deste processo, ao abordar uma questão, o filósofo possui, desde o início da filosofia, o papel de provocador, de questionador, de investigador. É aquele que instiga, que suscita o pensar, que provoca a reflexão, o olhar para o próprio pensamento, visando a avaliação do processo de construção de nossas crenças, de nosso conhecimento.

O filósofo clínico provoca o partilhante a pensar sobre os processos de construção de suas crenças, de seus conhecimentos, de suas verdades, de si mesmo. Neste pensar, por vezes, descobrimos elementos para fortificar nossos caminhos; outras vezes, descobrimos tratar-se de um caminho equivocado e, portanto, buscamos formas de abandoná-lo, reconstruí-lo, modificá-lo, ressignificá-lo e tantas outras possibilidades existentes e condizentes com nossas necessidades singulares.

O filósofo clínico trabalha com as diferentes possibilidades de modos de vida, muitas e diferentes formas de vida. Não há, para ele, formas melhores ou piores, certas ou erradas, a priori. Há, simplesmente, modos de ser, que se situam num mundo, num tempo, num espaço e que se relacionam com outros modos de ser. Em casos de choque, o que fazer? Em casos de incompatibilidade, como resolver o problema? Em casos de relações de parasitagem ou de simbiose, em casos de relações que eclipsam umas às outras... o que fazer? O filósofo clínico suspende seus juízos e permanece no não saber, provocando a pessoa a trilhar seu próprio caminho, a pensar sobre suas questões e encontrar as melhores formas, segundo suas próprias necessidades, para lidar com o que lhe afeta.

Onde ele atende? No consultório, no hospital, na escola, na empresa, onde se fizer necessário. Os consultórios de filosofia clínica recebem pessoas de todas as idades, classes sociais, com os mais variados tipos de questões e modos de vida.

Está o filósofo preparado para lidar com as questões existenciais, sendo a sua formação tão teórica? Apesar de uma imagem de alguém tão teórico que é incapaz de lidar com os problemas práticos, o filósofo não é, necessariamente, alguém que esteja desconectado das questões da vida. Suas reflexões surgem do mundo, da vida, e a eles retornam. Filosofamos sobre os problemas da realidade, sobre o que nos toca, nos afeta.

Além disso, a formação do filósofo clínico exige uma abordagem muito específica das questões filosóficas, visando não especular sobre o sofrimento alheio, mas pesquisar formas para auxiliar o outro a lidar com suas dificuldades, com seus problemas. Para isso, a Especialização em Filosofia Clínica, em suas modalidades com Habilitação à Pesquisa e Habilitação à Clínica, consistem no estudo de um instrumental que faz um recorte epistemológico da História da Filosofia, permitindo ao filósofo clínico fazer uso dos métodos filosóficos para abordar as questões da vida cotidiana.

Para saber mais sobre a formação do filósofo clínico, clique aqui

Para consultar um filósofo clínico, preencha o formulário abaixo, e entraremos em contato indicando o consultório mais próximo a seu endereço.

Nome:

E-mail:

Telefones:

Endereço:

 

ANFIC - Associação Nacional de Filósofos Clínicos                                                                                                                                            voltar

Rua Martinico Prado, 26 cj. 25 - São Paulo - SP - CEP 01224-010

Tel. (11) 3337-0631 - e-mail: anfic@anfic.org - www.anfic.org